Batalhas Medievais - Angus
ENTREVISTA COM OS AUTORES


Vocês já imaginaram uma coisa dessas? Ludomania entrevista os autores do Batalhas!
Ludomania: Como vocês vêem o Batalhas Medievais?
André: Tentamos fazer um jogo para quem gosta de jogos de estratégia e que não encontra muitas alternativas no mercado nacional. Como por exemplo todos aqueles que já gastaram muitas horas em torno do tabuleiro de War e que agora gostariam de uma novidade. E pelo que eu ouvi, vai ser mais barato do que o War (deve sair por uns 50 reais nas lojas).
Ludomania: É um jogo difícil de jogar?
André: De modo algum. Um dos nossos maiores esforços foi na direção de tornar o jogo bem acessível. Tomamos o War como referência de complexidade e procuramos não ultrapassá-la. O desafio foi criar um jogo com mais possibilidades estratégicas sem criar regras demais.
Ludomania: E a duração das partidas? Não são intermináveis como as do War, são?
André: Não, ao contrário. Procuramos estabelecer mecanismos para que as partidas nunca demorassem mais do que um certo tempo. No Batalhas, o número de rodadas é limitado, o que limita o tempo de jogo. O tempo de jogo geralmente varia entre 60 e 90 minutos, o que consideramos uma duração adequada. Nos dias de hoje, são poucos os jogadores dispostos a jogar partidas mais longas do que isso.
Ludomania: Como foram os testes do jogo? Como os testes influenciaram o resultado?
André: Como sempre, começamos realizando testes internos. A primeira versão foi para o lixo. A segunda versão foi para o lixo. Quando jogamos a terceira versão, sentimos um potencial. Era só questão de ajuste. Não que isso seja fácil. Daí em diante, foram dezenas de partidas com jogadores diferentes para testar diversas mudanças até chegar numa versão que consideramos como acabada. Foram muitos protótipos e regras diferentes. Seguimos sempre na terceira versão, mas teve a versão 3.1, a 3.2, a 3.3... até que depois da 3.9 eu parei de contar.
Ludomania: O jogo tem uma regra básica e uma regra avançada. Por que?
André: Sugerimos a regra básica para a primeira partida. Os jogadores que já estiverem satisfeitos com ela, podem jogar sempre assim. A Grow, fabricante do jogo, considerou que essa regra era totalmente adequada e até levantou a hipótese de tê-la como regra única. Mas nós defendemos a regra avançada, que vai interessar mais àqueles que forem jogar o jogo muitas vezes, especialmente se forem jogadores habituados a jogar jogos de estratégia. A regra básica combina sorte e estratégia, talvez num nível semelhante ao do War. Na regra avançada, a sorte conta menos e as possibilidades são maiores. E para quem já jogou o jogo uma vez com a regra básica, é muito fácil de passar para a regra avançada, que só acrescenta a utilização de cartas nas batalhas, um barco a mais para cada jogador e a possibilidade de mover os reis, que no jogo básico ficam fixos na capital de cada povo.
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de Avisos
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